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sexta-feira, 26 de junho de 2009

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Tu pensas na morte? Eu...

... penso, com mais frequência do que deveria, até. Isso é por causa da Síndrome do Pânico... Seja na minha ou na dos outros, sempre me preocupo. Tá, eu tou de TPM, mas isso é só um detalhe. Nessa fase eu sempre fico mais chorona, mais chata, mais irritada... Mas não é isso, apenas. Já deixei "meu testamento" escrito numa folha simples de um bloco. Tudo que é meu pode ser doado. Não posso fazer doação de órgãos por motivos de saúde, mas, das coisas materiais, tudo que é meu pode ser doado, a exceção de livros, cds e dvds. Esses não. Esses eu gostaria que ficassem por aí perpetuando a minha existência. Não tenho muitos, mas todos os que tenho os comprei porque quis, porque os queria ler e/ou ouvir e não porque "estavam na moda". Tenho várias cds e dvds de Elvis e Bob Dylan porque "realmente" gosto deles. Todo aniversário e Natal alguém me dá alguma coisa de um e de outro, principalmente a Nah. Já mostrei no post de domingo meu mais novo exemplar para a coleção. Cada um dos DVDs que tenho deles enfatiza algum momento de suas vidas. Já assisti inúmeras vezes I'm not there e No Direction Home. Excelentes! Então, como tenho especial apreço, não gostaria que "minha coleção" fosse parar em algum fundo horrível de biblioteca ou cedeteca ou devedeteca, ou sei lá como se chame... Prefiro que fique na família. Quanto a dinheiro... Bem, não há muito, mas, se sobrar - kkk! -, já tem prá onde ir. Tem a Nah, lógico. Também já escolhi que quero ir embora ouvindo Mr. Tambourine Man... Gosto desta parte, em especial...

..."Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind,
Down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves,
The haunted, frightened trees, out to the windy beach,
Far from the twisted reach of crazy sorrow.
Yes, to dance beneath the diamond sky with one hand waving free,
Silhouetted by the sea, circled by the circus sands,
With all memory and fate driven deep beneath the waves,
Let me forget about today until tomorrow."...  Ouve aqui.

Há alguns posts atrás, comentei que ia voltar prá academia depois de muitos anos. Mas, como eu tenho uma dor nas costas que me persegue, me indicaram fazer massagem antes. Fui. A mocinha é um amor! Muito sabida. Já fiz 3 sessões e estou me sentindo bem melhor! Próximo passo será trocar o meu colchão que já está velho. Disseram-me para comprar um de mola. Ok! Não posso voltar a academia enquanto meu ciático estiver inflamado. Preciso curar a inflamação, a fim de não piorar a situação. Mas preciso perder peso, urgente! Af! Isso sim já é prá fazer o sujeito entrar em depressão, independente da idade... Fico pensando que, já perto dos 40, faltariam, talvez, outros 40 prá eu viver. Não acho que esses primeiros 40 tenham passado muito rápido. Não. Lembro de várias passagens. Minha memória mais antiga é de quando tinha 3 anos, num creche de freiras em que eu ficava... Hmmm... Deixa prá lá. Não são boas lembranças... Já decidi que não quero que me enterrem - ou sepultem - já que meu jazigo familiar trata-se de uma "casinha", não de um negócio no chão. Prefiro ser cremada. Uma amiga "espiritualizada" disse me que o corpo sente, mas logo passa... Acho que posso aguentar. Só não resolvi ainda o que quero que façam das minhas cinzas... Mas imagino - e espero - que ainda tenha uns bons anos prá pensar. Quanto a creamação, esta sim, já está decidida. Prefiro virar pó, a ficar fechada no escuro sem poder me mexer. Deus me livre! Indeed! Eu sei que essa é uma conversa funesta, mas de vez em quando eu comento os meus pensamentos... Talvez porque tenha feito 39 há dois dias, não sei, mas...

Bem, no meio disso tudo, a massoterapêuta me indicou um exercício. De preferência a noite, colocar os pés numa bacia cheia de bolinhas de gude, mergulhadas em água quentinha, mas não muito, lógico. Fiz no domingo mesmo. Vejam só... Meg gostou muito da "brincadeira"... Talvez pensando assim... "olha isso! uma coisa cheia de bolinhas! eu adoro bolinhas! o que será que esta mulher vai fazer com essas bolinhas? o que será, o que será?  ué,  na água, prá que água? e agora,deixa eu ver, deixa eu ver! deixa eu botar a patinha... humpf! só ela que pode ficar aí, eu não? nhé!"



Updated at 14:40h

Vi esta piadinha lá na Vivs e não resisti... Ri de me acabar... Chega de morbidez! Riam a vontade...

Duas bichinhas resolveram pescar às margens do rio. Quando a noite chegou, resolveram dormir por lá mesmo. A bichinha prevenida tinha levado um saco de dormir que tinha comprado exclusivamente para o camping, a outra bichinha levou uma barraca. Começaram as provocações: 
- Bom, eu que sou uma mulher inteligente! Vou apreciar a luz das estrelas e ficar aqui fora mesmo... às margens do rio. 
- Euzinha que não sou uma bichinha burra. Vou dormir aqui no aconchego de minha barraquinha. Boa noite! 
- Boa noite, Mona! 
A bichinha dormia às margens do rio até que um imenso jacaré, literalmente a comeu. 
Quando o sol nasceu, a outra bichinha saiu feliz e falante de dentro da barraca. 
- Bom dia flores, bom dia sol, bom dia natureza, bom dia peixinhos... peixinhos? 
Nessa hora ela viu nadando pelo rio o imenso jacaré, só com a cabeça da bicha pra fora da boca. Então gritou: 
- Bicha, Bicha... tô passada! Esse seu saco de dormir da Lacoste é um escândalo! 

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Nessa madrugada...


... eu acho que eu morri. Foi muito rápido, coisa de milésimos de segundo, mas como acho que não era a minha hora, não vi a luz. Eu estava simplesmente assistindo às Olimpíadas na TV - tinha acabado de assistir ao jogo do Nadal e vim deitar -, eram mais ou menos umas 2h da manhã e, de repente, puf! apaguei. Tudo ficou escuro por muito, muito pouco tempo mesmo. Tão pouco que me lembro de ter pensado... "acho que morri... ah!, não acredito que eu morri assim, dessa maneira tão boba! nem disse tchau prá ninguém..."... daí, como eu falei, em questão de pouquíssimo tempo, menos do que uma piscada, voltei ao "normal". abri os olhos, olhei ao redor, fiz um sinal da cruz, rezei o salmo de Davi e, por via das dúvidas, agradeci. Daí pensei, vou acordar a Nah e contar. Depois desisti porque a Nah trabalha muito e ela precisa descansar o máximo que der. 2 minutos depois ela levantou prá tomar água, daí como eu tava com a tvzinha do comps ligada, ela parou na porta do meu quarto e eu contei prá ela do que tinha ocorrido. Daí ela disse..., vai ver tu tavas muito cansada e cochilou... Pensei... pode ser, mas foi tão estranho, não pareceu cochilo... Bem, pelo sim, pelo não, eu rezei de novo... Sabe quando tu sonhas que tá caindo e acorda? Pois é, foi mais ou menos assim, só que a impressão que eu tive foi de que eu "bati no chão". Que coisa!

Essas coisas só acontecem comigo...

Notinha:

Salmo de Davi, nº23

1 Salmo de Davi . O Senhor é meu pastor: nada me falta.
2 Em verdes pastagens me faz repousar,
conduz-me até às fontes tranqüilas
3 e reanima minha vida, guia-me pelas sendas da justiça
por causa de seu nome.
4 Ainda que eu ande por um vale tenebroso,
não temo mal algum, porque tu estás comigo;
teu bordão e teu cajado me confortam.
5 Diante de mim preparas a mesa, bem à vista dos meus inimigos;
tu me unges com óleo a cabeça, e minha taça transborda.
6 Sim, prosperidade e graça me seguem, todos os dias de minha vida;
habitarei na casa do Senhor, por longos dias.
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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

A essa hora...

... da "madrugada", olha onde que eu estou?
Na internet, já passeando pelos blogs dos amigos, lógico.
Já passei pelo blog da Cora, e o post de ontem sobre Fidel Castro gerou um certo tumulto. É, todos somos derrotados pelo tempo... Ainda bem que ainda não inventaram - ou, pelo menos, não que eu saiba, tenha visto ou ouvido falar - uma máquina de prolongar a vida. Não sou a favor. Já avisei a Nah que, depois de muito pensar, quero mesmo ser cremada. Só ainda não decidi o que ela deve fazer com as cinzas, mas espero ter tempo para decidir. Depois de ter visto "Just Like Heaven - E se fosse verdade", e ter conversado com uma amiga "bruxinha" , fiquei pensando - e olha que quando eu penso é problema... - que talvez faça sentido e que as pessoas que ficam em coma o façam por algum "nó não desatado". Algum problema não resolvido em vida que faz com que o espírito aguarde um possível desfecho. Bem, não sei o que poderá acontecer comigo - que assunto mórbido, né?! -, mas já disse prá Nah e pros meus amigos que ... "... se não for possível desligar os aparelhos, então, nem deixa ligar!"
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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Gente...

... cada vez que eu me lembro, eu penso e choro, juro! Que dia pavoroso! Que começo de ano do mal! Como pode, tantas perdas, tantas mortes? Que é isso? A Sandra me alertou ontem, durante o nosso costumeiro café das quintas, que ano passado foi igual. Um dos nossos vizinhos também morreu num acidente, indo para a praia. Eu o conhecia, tanto do prédio, como de outros lugares. Um dos seus irmãos foi meu colega de colégio. Uma semana antes, conversamos com ele no elevador. Quando soube do acidente, não acreditei. Passei uma semana em "depressão", pensando. E já não estava nem querendo entrar no elevador... Uma das características da síndrome do pânico é o pavor constante com a morte. Ou a tua própria, ou a das pessoas que tu conheces, dos teus amigos, parentes, pessoas próximas de ti. Pode até haver quem diga que pânico tem cura, mas eu discordo. Tu vais te adaptando a um novo modo de vida, mas não cura, não. A minha recuperação [parcial], foi difícil e ainda é. Eu fico muito tempo em casa. Saio bem pouco, [e quase nunca sozinha] e em horários muito doidos. Tipo, quando abre o Zaffari, o supermercado que eu freqüento, às 08:30, quem tá lá? Além dos funcionários, eu. Tem vezes que eu vou e nem a cafeteria abriu ainda. Eu não gosto de aglomerações, multidões, muvuca. Nunca gostei, agora ainda menos.

A Nah, hoje, foi trabalhar mais cedo, então eu acordei mais cedo. Fui surpreendida, quando liguei o comps, com duas notícias: duas mortes. Uma, da filha do nosso vice-governador, a outra do Beto Carrero. Quem não foi ao Beto Carrero World? Não foi, vá. Eu fui, há muito tempo atrás, quando a Nah era bem pequena. Tinha uns 10 anos. A nossa diversão era "andar de xícara" e "andar de bondinho - teleférico". A gente entrava de um lado, saía do outro e ia de novo. Fizemos isso, como diz a Nah, "mil de vez". Achei genial o Maximotion e até convidei a Nah prá ir na Montanha Russa, mas ela, que é bem "corajuda", não quis. Eu, que sou absolutamente covarde, até ia por causa dela, mas na hora "H", ela não quis. Bom, tudo bem. Melhor assim... Agora o parque deve estar muito melhor, com mais brincadeiras, tal. Mas o que me chocou, mesmo, foi a morte da guriazinha. 18 anos! Gente, isso não é normal. Os pais não devem enterrar os seus filhos! Quando penso nisso, chega a me dar um frio! Que loucura isso. Pela minha orientação espiritual [eu sou católica, vou à missa, tal, mas não pelo catolicismo em si. Meu negócio é com Deus, direto, se é que tu me entendes] - o espiritismo -, penso que nós somos espíritos, então, na verdade, a gente vem com data marcada prá voltar e isso não tem nada a ver com o que seremos nesta vida, se pais ou filhos. Viemos, cumprimos [ou não] a nossa missão e vamos embora... Mas, ainda assim, não dá prá aceitar isso, assim, tão bem... Eu simplesmente não me conformo! A Nah, "coitada", deve sofrer muito comigo, porque eu chateio mesmo. Ligo bastante [Deus salve o inventor do celular!]. Gasto fortunas de telefone e celular com a Nah, porque, apesar de detestar telefone/celular, eu praticamente só ligo para 4 pessoas: a Nah, minhas amigas Sandra e Marta, e prá mocinha da Bahiana - o salão que eu freqüento. Mas prá Nah eu ligo direto. O tempo todo! Várias vezes ao dia e à noite, quando ela sai. Só prá saber se está tudo bem. Fico "p" da vida quando celular não pega, dá mensagem ou não atende. Por isso sempre recomendo que ela me ligue se perceber que eu NÃO estou ligando. Se Eu não ligar é problema maior do que Ela não me ligar. Celular que não atende, é pior do que celular desligado. Tem que ligar quando chega no lugar, quando sai do lugar. E quando viaja de carro, eu ligo várias vezes ao longo do percurso. Ou ela liga. E ai dela se não ligar!

Eu estou passada! Muito triste mesmo. É alguém que eu nem conheço, mas a dor da família deve ser uma coisa dilacerante. Mesmo.
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